Dois documentos sobre o mesmo acontecimento, separados por 516 anos, e a pergunta de para quem cada um foi escrito.
Problema norteadorTodo texto é escrito para alguém. Para quem foi escrita a história que a escola ensina?
EF07HI09 Analisar os diferentes impactos da conquista europeia da América para as populações ameríndias e identificar as formas de resistência.
EF07HI10 Analisar, com base em documentos históricos, diferentes interpretações sobre as dinâmicas das sociedades americanas no período colonial.
No ENEM
Matriz de Referência do ENEM. Ciências Humanas e suas Tecnologias: H1 — Interpretar historicamente e/ou geograficamente fontes documentais acerca de aspectos da cultura; H4 — Comparar pontos de vista expressos em diferentes fontes sobre determinado aspecto da cultura.
Para treinar: questão 6 da lista do capítulo 11, questão 16 da lista do capítulo 11.
A canção é endereçada à professora de História. Isso coloca a turma dentro do documento, e não diante dele: a aula não fala sobre uma polêmica, ela é a polêmica.
Do outro lado está a carta de 1500, que os alunos costumam receber como se fosse a realidade. Ela é um relatório de um funcionário ao rei que financiou a viagem — tem autor, destinatário e interesse, exatamente como o funk.
Descobrimento, achamento, invasão e conquista não são sinônimos: cada palavra é uma tese. Ver quatro palavras disputando o mesmo fato é a porta mais concreta para a ideia de que história se escreve.
E há o problema das fontes, que precisa ser dito sem romantismo: os povos que aqui estavam não deixaram registro escrito de 1500. Isso não os apaga — obriga a usar arqueologia, tradição oral e a leitura a contrapelo dos documentos coloniais.
Conteúdos envolvidos
Duas perguntas: o que essa gravação está fazendo — dançando, acusando, ensinando? E com quem ela está falando?
A canção fala com a professora, e portanto com a própria turma. O que se sente quando a música se dirige à sua sala?
Leitura de um trecho curto. Mesmas duas perguntas: o que este texto está fazendo, e com quem está falando?
Quem escreveu, para quem, com que objetivo, e o que cada um ganhava em ser acreditado.
Leitura do próprio parágrafo sobre 1500, e a terceira ficha, com as mesmas perguntas. O livro também tem autor e destinatário.
Descobrimento, achamento, invasão, conquista. A turma escolhe uma para o parágrafo e justifica.
Se não há texto escrito por quem já estava aqui, como se sabe alguma coisa? Arqueologia, cultura material e tradição oral como fontes.
A canção outra vez, agora sabendo tudo. Mudou o que se ouve?
Produção final, individual ou em dupla.
A canção se dirige à professora de História e anuncia que na escola as coisas vão mudar: o destinatário do funk é a própria aula.
OuvirO parágrafo reescrito três vezes: como Caminha o escreveria, como a canção o escreveria e como a turma o escreveria depois da aula — cada versão acompanhada de uma linha dizendo para quem foi escrita e em que fonte se apoia.
Critérios