A capa do disco coletivo de 1968 lida como documento: um retrato de família que é, na verdade, uma alegoria do Brasil.
Problema norteadorO que uma imagem promete antes de a música começar?
EM13CHS101 Analisar e comparar diferentes fontes e narrativas expressas em diversas linguagens, com vistas à compreensão e à crítica de ideias filosóficas e processos e eventos históricos, geográficos, políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais.
EM13CHS106 Utilizar as linguagens cartográfica, gráfica e iconográfica e de diferentes gêneros textuais e as tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.
EM13LGG602 Fruir e apreciar esteticamente diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, assim como delas participar, de modo a aguçar continuamente a sensibilidade, a imaginação e a criatividade.
No ENEM
Matriz de Referência do ENEM. Ciências Humanas e suas Tecnologias: H1 — Interpretar historicamente e/ou geograficamente fontes documentais acerca de aspectos da cultura. Linguagens, Códigos e suas Tecnologias: H21 — Reconhecer em textos de diferentes gêneros, recursos verbais e não-verbais utilizados com a finalidade de criar e mudar comportamentos e hábitos.
Para treinar: questão 10 da lista do capítulo 7, questão 14 da lista do capítulo 7.
A capa é um documento denso e legível: cada pessoa posa como um tipo brasileiro, e a composição imita o retrato patriarcal justamente para debochar dele. Ler imagem com esse nível de intenção é competência que serve para toda fonte visual.
O LP dá o tamanho: uma capa de trinta centímetros era um espaço de projeto gráfico, e o formato desapareceu. Ensina que suporte determina o que a arte pode fazer — a mesma lição do disco de três minutos, agora pelo lado da imagem.
Língua Portuguesa entra pela poesia concreta, que os artistas do movimento liam e usavam: palavra como forma na página, não só como significado.
E o nome do movimento veio de uma instalação de artes plásticas de 1967, o que dá à turma a cadeia inteira: obra visual, canção, disco, movimento.
Conteúdos envolvidos
Projetada em silêncio. Cada aluno escreve o que vê: quantas pessoas, como estão vestidas, o que seguram, para onde olham.
O que a capa imita, e onde ela quebra a imitação?
Quem é cada figura e o que representa. Leitura da análise de Celso Favaretto.
Escuta da canção e leitura da letra na forma em que foi escrita. Arte e Língua Portuguesa mostram que é o mesmo procedimento da capa.
1968, aqui e no mundo, e por que uma alegoria do Brasil naquele momento.
Da instalação de 1967 à canção, da canção ao disco, do disco ao movimento.
Produção em grupo, com ficha de curadoria e alinhamento de faixas.
A canção em que a forma da letra e a forma do som fazem a mesma coisa.
OuvirA faixa que dá título ao disco e fecha a leitura da capa.
OuvirA capa de um disco-manifesto sobre o Brasil de hoje, feita em grupo, com todas as pessoas do grupo posando como tipos escolhidos por elas — acompanhada de uma ficha de curadoria explicando cada escolha e do alinhamento de doze títulos de faixa que o disco teria.
Critérios