Uma canção de 1969 que põe a música do interior paulista e o rock lado a lado, e depois os toca juntos, enquanto fala de viagem espacial.
Problema norteadorMisturar o que vem de fora com o que é daqui estraga o que é nosso?
EF09HI08 Identificar as transformações ocorridas no debate sobre as questões da diversidade no Brasil durante o século XX e compreender o significado das mudanças de abordagem em relação ao tema.
EF09HI20 Discutir os processos de resistência e as propostas de reorganização da sociedade brasileira durante a ditadura civil-militar.
No ENEM
Matriz de Referência do ENEM. Ciências Humanas e suas Tecnologias: H3 — Associar as manifestações culturais do presente aos seus processos históricos; H5 — Identificar as manifestações ou representações da diversidade do patrimônio cultural e artístico em diferentes sociedades.
Para treinar: questão 10 da lista do capítulo 7, questão 14 da lista do capítulo 7.
É uma das raras canções em que a tese se prova sozinha na escuta: primeiro vem a viola do interior, depois vem a guitarra do rock, e no fim os dois tocam ao mesmo tempo. O aluno ouve o argumento antes de qualquer explicação.
A pergunta da mistura é a que ele mais faz, e costuma vir carregada de julgamento pronto. Aqui ela chega com um caso concreto e com resposta audível.
E carrega história de verdade: a corrida espacial é Guerra Fria, e a viola caipira é o Brasil rural que estava se esvaziando naqueles mesmos anos. As duas coisas na mesma canção não são acaso.
Fecha o arco que a coleção vem montando desde o primeiro capítulo: quem decide o que é brasileiro.
Conteúdos envolvidos
A turma anota, minuto a minuto, quando o som muda e o que muda nele.
Escuta de uma moda de viola e de uma canção de rock. A turma reconhece cada uma dentro da canção ouvida antes.
Agora prestando atenção ao trecho em que os dois tocam juntos. Isso brigou ou combinou?
Viagem espacial em 1969. Entra a corrida espacial e o que ela significava na Guerra Fria.
Explicada com a própria canção: engolir, digerir, devolver diferente.
A turma lista três coisas do dia a dia dela que vieram de fora e viraram brasileiras.
Produção do cartaz, com nome do prato e explicação.
A viola do interior e a guitarra do rock em estrofes separadas e depois juntas — a tese audível.
OuvirA outra fonte, ouvida isolada.
OuvirUma receita antropofágica, em cartaz: o grupo escolhe algo estrangeiro que gosta, algo brasileiro que gosta, e escreve o passo a passo de como misturaria os dois — com o nome do prato final e a explicação do que ele diria sobre o Brasil de hoje.
Critérios