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Quem canta e quem assina

Capítulo
5 — Música de protesto: a politização da música brasileira
Nível
Ensino Médio
Ano sugerido
2ª série do Ensino Médio
Disciplina
História
Com
Sociologia
Tempo sugerido
2 aulas de 50 minutos
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Tema geral

As mulheres que deram voz à canção engajada num repertório assinado quase inteiramente por homens.

Problema norteadorPor que lembramos da voz e esquecemos de quem assina — ou o contrário?

Habilidades

EM13CHS101 Analisar e comparar diferentes fontes e narrativas expressas em diversas linguagens, com vistas à compreensão e à crítica de ideias filosóficas e processos e eventos históricos, geográficos, políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais.

EM13CHS502 Analisar situações da vida cotidiana (estilos de vida, valores, condutas etc.), desnaturalizando e problematizando formas de desigualdade e preconceito, e propor ações que promovam os Direitos Humanos, a solidariedade e o respeito às diferenças e às escolhas individuais.

No ENEM
Matriz de Referência do ENEM. Ciências Humanas e suas Tecnologias: H2 — Analisar a produção da memória pelas sociedades humanas; H4 — Comparar pontos de vista expressos em diferentes fontes sobre determinado aspecto da cultura.

Para treinar: questão 13 da lista do capítulo 5, questão 6 da lista do capítulo 5.

Objetivos

  • Analisar e relacionar a canção e os demais documentos da aula como fontes históricas, para responder à pergunta norteadora: Por que lembramos da voz e esquecemos de quem assina — ou o contrário?
  • Compreender intérprete e compositor: duas funções, dois lugares no mercado e na memória.
  • Compreender mulheres na música brasileira dos anos 1960: acesso, contrato e imagem pública.
  • Compreender festivais e televisão como vitrine da intérprete.
  • Avaliar o percurso da aula no produto final: uma ficha de artista para uma enciclopédia escolar, escrita sobre uma mulher da música brasileira dos anos 1960 que a turma não conhecia antes da aula, com fontes, e com um parágrafo final explicando por que ela não era conhecida.

É um dado que salta assim que se olha: as canções mais famosas do período foram levadas ao público por intérpretes mulheres, e compostas por homens. Não é acusação, é ponto de partida.

Ensina a diferença entre autoria e interpretação, que é uma distinção histórica e jurídica, não só artística — e que já apareceu no primeiro capítulo, com o registro em cartório.

Permite falar de trabalho e de mercado sem moralismo: quem tinha acesso a formação musical, a estúdio, a contrato e a palco, e em que ordem.

E recupera trajetórias que costumam virar nota de rodapé.

Conteúdos envolvidos

  • Intérprete e compositor: duas funções, dois lugares no mercado e na memória.
  • Mulheres na música brasileira dos anos 1960: acesso, contrato e imagem pública.
  • Festivais e televisão como vitrine da intérprete.
  • Direito autoral e remuneração: quem recebe pelo quê.
  • Como se forma um cânone e quem some dele.

Desenvolvimento

1
A mesma canção, duas vozes · 10 min Escuta

Escuta de duas gravações da mesma canção, por intérpretes diferentes. O que muda? A canção é a mesma?

2
A tabela · 15 min Pesquisa

Com as fichas na mão, quem canta e quem assina em cada uma das canções mais lembradas do período.

3
O padrão aparece · 20 min Debate

A turma formula hipóteses para explicá-lo.

4
Confronto com os dados · 10 min Leitura

Acesso a formação musical, estúdio, contrato e convite para o palco.

5
Memória · 20 min Debate

De quem a turma tinha ouvido falar antes da aula, e de quem não.

6
O contraexemplo obrigatório · 15 min Pesquisa

Uma compositora do período, para que a conclusão não vire regra sem exceção.

7
A ficha de artista · 20 min Produção escrita

Escrita com fontes, para uma enciclopédia escolar.

Materiais

Procissão
primeira interpretação · 1967 · A comparar com a segunda gravação

A mesma canção de festival, na primeira das duas vozes.

Ouvir
Procissão
segunda interpretação · 1967 · A comparar com a primeira gravação

A mesma canção, outra voz: o que muda quando muda quem canta.

Ouvir
Arrastão
Elis Regina · anos 1960 · TV Excelsior, 1965

O repertório mais lembrado do período, com as fichas de autoria ao lado.

Ouvir
  • Fichas de autoria das canções de festival
  • Reportagens e entrevistas da época sobre as cantoras
  • Dados de composição e de interpretação nos festivais, por gênero

Bibliografia

  • BRUZADELLI, Victor Creti; SOUSA, Rainer Gonçalves. História da Música Popular Brasileira para Vestibulares e ENEM. 2. ed. Goiânia: Kelps, 2026.

Avaliação e produção dos alunos

Uma ficha de artista para uma enciclopédia escolar, escrita sobre uma mulher da música brasileira dos anos 1960 que a turma não conhecia antes da aula, com fontes, e com um parágrafo final explicando por que ela não era conhecida.

Critérios

  • Uso da canção como fonte, e não como ilustração: a afirmação histórica se apoia no que se ouve.
  • Correção e datação do contexto histórico mobilizado.
  • Domínio do ponto de vista escolhido e coerência da voz do texto do início ao fim.
  • Organização das fontes reunidas e clareza sobre o que cada uma comprova.